Copie Et Après - COM FIGURINHAS
Terça-feira, Março 28, 2006
pesquisa "arretada" em... Todos os sentidos
Pin-Ups: a sexualidade permitida
Quando o nu feminino ainda era considerado um tabu, surgiram nos Estados Unidos as pin-ups, modelos desenhadas em cartões, calendários e maços de cigarro. Até hoje, as garotas mexem com o imaginário dos homens
No final do século 19, o teatro de revista vivia o seu auge e transformou dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros, mas foi somente na década de 40 que começaram a dominar não apenas a imaginação dos homens, mas também as portas dos armários e as paredes dos quartos de milhares de admiradores dessa nova onda de "sexualidade permitida".
Foi justamente esta a origem do nome pin-up: o ato de pendurar as ilustrações em algum lugar. Na Segunda Guerra Mundial eram carinhosamente chamadas de "a arma secreta", usadas para acalmar os anseios dos pracinhas nas frentes de batalha. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva, fotografias de mulheres nuas poderiam significar atentado ao pudor.
O jeito de satisfazer a solidão dos soldados e a curiosidade dos adolescentes era fabricar modelos de lápis e tinta, que reproduziam o padrão de beleza considerado ideal: seios fartos, pernas grossas, cinturinha de pilão. Acabaram se tornando uma espécie de troféu pela guerra vencida. Depois, com os avanços do cinema o termo pin-up acabaria se difundindo e transformando, passo a passo o que viria a ser em nossos dias, a grande indústria do sexo. Desenhadas ou fotografadas, as garotas invadiram o planeta com suas poses sensuais porém, sem vulgaridade. Com formas generosas, elas não enfrentavam as pressões da magreza nem a conseqüente anorexia. Elegantes, elas ocupavam seus espaços numa linha entre o ingênuo e o diabólico, trajando duas peças, meias-calça e corpetes com decotes enormes.
O conceito clássico de uma pin-up é ser sexy e ao mesmo tempo inocente, estar vestida, mas em alguma posição ou situação que revele sensualmente partes do corpo, sem querer, por acaso.
Só isso já era suficiente para alimentar a fantasia masculina. Uma verdadeira pin-up jamais pode ser vulgar ou oferecida, pode somente ser convidativa.
Nos anos 70, com a banalização do nu em revistas e filmes pornográficos, as meninas de papel perderam força. Foram substituídas por mulheres de carne e osso. Mas desde o final da década de 90, as pin-ups voltaram a mexer com a libido masculina por resgatarem um importante elemento do fetiche: o mistério.
Musas de várias gerações, as pin-ups ainda hoje são cultuadas por adoradores do estilo além, é claro, de serem muitas vezes imitadas afinal, são sempre uma ótima referência no mundo da moda, no cinema, nos traços, nos trejeitos e em tudo que diz respeito à sensualidade
A musa loura (Marylin Monroe) perdia em popularidade para a ruiva Rita Hayworth, a número dois na lista da preferência dos soldados da Segunda Guerra. Uma foto da eterna Gilda vestida com camisola transparente foi transformada em desenho e invadiu os acampamentos.
Nem Marilyn nem Hayworth, porém, conseguiram desbancar a lendária Betty Grable, a mulher que colocou suas pernas no seguro no valor de US$ 1 milhão. Ela foi a pin-up mais famosa da história posando de maiô com um sorriso convidativo, transformou-se na amante imaginária predileta dos soldados. Betty também foi atriz e chegou a protagonizar, em 1944, um filme chamado Pin-up Girl, na qual interpretava uma dançarina.
O sucesso dos cartões e calendários estimulou editores a lançar revistas especializadas, as chamadas girlie magazines. Publicações como Esquire, Yank, Wink, Beauty Parade, Whisper e Eyful exibiam pin-ups vestidas de coristas, marinheiras, enfermeiras e outros uniformes-fetiches, sejam desenhadas ou fotografadas. Embora as mais célebres sejam as garotas de papel, alguns fotógrafos dispensavam os retoques da pintura e publicavam suas pin-ups em carne e osso.
A Música do Post
A música Lili Marlene ou Lili Marllen em alemão foi , sem dúvida, a canção mais popular da 2.ª Guerra Mundial e se tornou o hino extra-oficial dos soldados de infantaria de ambos os lados.Os saudosos soldados eram levados às lágrimas pela voz da, até então, desconhecida cantora Lale Andersen, que se tornou uma estrela internacional. No entanto, a cantora mais famosa a cantar a música foi Marlene Dietrich.
A letra foi originariamente escrita em 1915 na forma de um poema por um soldado alemão da Primeira Guerra chamado Hans Leip. Posteriormente publicado em uma coletânea de sua poesia em 1937, as metáforas e a emoção do poema chamaram a atenção de Norbert Schultze, que o transformou em musica em 1938.
Lili Marlene se tornou uma canção de guerra quando foi transmitida por uma rádio alemã em Belgrado e foi captada pelos soldados alemães do Afrika Korps. Rommel gostou tanto da música que solicitou à Radio Belgrado que a incorporasse em sua programação, no que foi atendido. A canção era tocada às 21:55h todas as noites imediatamente antes do fim das transmissões.
A enorme popularidade da versão alemã induziu a criação de uma apressada versão em inglês escrita pelo compositor britânico Tommie Connor em 1944 e transmitida pela BBC para as tropas aliadas.
Os grandes ilustradores
Muitos nomes fizeram a história das pin-ups, mas alguns ilustradores destacam-se como os mais populares da história das musas de papel.
Alberto Vargas: Peruano, o ilustrador mudou-se para os Estados Unidos em 1916. Vargas era filho de fotógrafo e desenhava para cartazes de teatro de revista e filmes de Hollywood. Ficou famoso por clicar musas como Marilyn Monroe e Ava Gardner. Suas pin-ups são conhecidas como Vargas Girls e foram publicadas, inicialmente, na década de 40, pela revista Esquire. Considerado por muitos colecionadores como o maior ilustrador de pin-ups da história, Vargas morreu em 1982, quando as garotas de papel já tinham perdido o glamour.
Vargas Girl
George Petty: Outro rei das pin-ups, o norte-americano George Petty começou a carreira como fotógrafo. No final da década de 20, abriu um estúdio e começou a criar. Sua primeira pin-up, a Petty Girl, foi inspirada nas figuras da mulher e da filha do artista, e ilustrou a capa da revista Esquire em 1933. Daí para calendários e propagandas foi um pulo. O ilustrador morreu em 1975.
Petty Girl
Gil Elvgren: Considerado injustamente por muito tempo como um artista meramente comercial, hoje o trabalho do norte-americano é exposto em galerias de todo o mundo. Gil Elvgren começou a ilustrar pin-ups na década de 1930 e só parou 40 anos depois. A fama de comercial deve-se ao fato de que a maioria de seus desenhos eram criados para ilustrar campanhas publicitárias, como as propagandas da Coca-Cola. As pin-ups de Elvgren ilustravam principalmente calendários. O artista morreu em 1980.
Elvgren Girl
Hajime Sorayama: O artista japonês é considerado o grande gênio da ilustração da atualidade. Graças às suas pin-ups futuristas, as divas de papel foram ressuscitadas. Por sua criatividade e pelos traços ousados, Sorayama é comparado a Alberto Vargas. Misturando realidade e ficção, o ilustrador criou, em 1979, o termo Sexy Robot, referindo-se às mulheres-robôs sensualíssimas que serviram de inspiração para muitos quadrinistas contemporâneos. Entre outros trabalhos, Sorayama desenha para a revista masculina Penthouse.
Soroyama Girl
þérolå - 12:08 AM
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Terça-feira, Maio 24, 2005
admiração deslavada da... Gorda Louca
É!
Sou mesmo impressionada com Botero (se diz Botêro ...)
Não! Não é porque eu sou gordalouca não ... é porque ele nasceu em Medellin e ficou rico e famoso fora dos cartéis da cocaína.
Eu nem sabia que tinha alguma coisa a mais em Medellin ... Tinha ... porque Botero já não está mais lá ...

Carminha
þérolå - 11:15 AM
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solidão à dois em... Silêncio
Então, acendo um cigarro e escuto um pouco de Chet Baker, a noite foi silenciosa, tomei chuva mas nem percebi a água caindo no rosto por causa da mescalina, hoje ela saiu de casa...disse que esperava a chuva parar pra poder ficar mais longe de mim...quer saber? Foda-se. Eu não preciso dela...acho que não. Merda, e pensar que semana passada nos amamos como nunca, foi uma transa fantástica e durou, durou pra caralho...e aí...do nada ela vira gritando dizendo que eu vivo drogado...porra...ela também se droga...é...ela usa a minha droga, puta...quer saber? Eu vou dar o fora desse ap de merda e dar uma volta por aí, sei lá, eu sempre fui vagabundo, vou ser vagabundo com classe...daqueles que pede dinheiro pra mão de 5 em 5 meses e nesse meio tempo trampa pruma carregadora de farinha ou coisa parecida e mando 400 paus pra minha velha...ela ia gostar, pra não dizer que se orgulharia. Estou de saco cheio, lembra o verão do ano passado, era a mesma merda...outra gata tinha acabado de me deixar, dizia uma coisa parecida, tipo, que eu não crescia...e elas crescem pra caralho né? Atrás, na frente...nunca na cabeça, estou numa viagem totalmente nova...ela é tipo assim, um coisa metafísica saca? Transcendental...um viagem mística, quero ficar filosofando sobre os negros que tocam aqueles pianos grandes nos bares de jazz esquecidos, sobre os camponeses que ficam cantando aquelas músicas que passam de pai pra filho tá ligado? Um papo mais cultural, ultranature saca? Então...numa dessas viagens vou conhecer a transa mais linda do mundo, e ela vai me amar todo dia, tipo, vai me acariciar e mesmo quando eu falar besteiras vai ficar sorrindo dizendo que me ama..."Você vive drogado", porra, a mulher do Ray Charles aguentou, e ele foi um puta músico...e aí? Por que ela não entende esses lances? Eu amo essa garota, ela não entende? Parece que temos uma ligação única, lembro quando a conheci, num boteco aqui no centrão...ela fica xingando todos os maricas que passavam e olhavam pra suas pernas, mostrando a calcinha vermelha que tinha acabado de roubar da irmã, bêbada, gritava: "Seus putos...e aí? Quem é o homem daqui? Hã? Quem é? Bando de maricas", eu lembro que ela ficou tão mal que acabou vomitando em cima de um cara com um puta jaqueta de motoqueiro, ele era meio careca e tinha uma barba engraçada e ficou puto com a mina...que já tinha xingado ele, a careca, a barba...mas se encheu quando ela vomitou nele...o negócio ficou meio preto...lembro que estava lá atrás do bar, bebendo uma maria mole na minha e fumando um maço inteiro de cigarros...como a mina era gata, eu lembro começou a tocar um desses bate-cabeças na rádio do boteco, pelo menos não era sertanejo ou coisa assim, bem, eu levantei e dei uma cadeirada na careca do motoqueiro que tava esganando a loira, ela era loira, começaram a voar aqueles copos de boteco...e alguns até tinham pinga dentro, fiquei fulo com aquele desperdício...peguei a garota pelo colarinho e levei ela pra fora, dava pra ouvir barulho de sirene...saímos voando na noite solitária do centro, paramos em mais uns 4 botecos e ficamos enchendo a cara com a grana dos outros...quase arranjamos mais brigas e trepamos com muito amor...quando chegamos no meu ap....quando acordei...na manhã seguinte tinha um bilhete: Prazer Lucy ... tipo aquela música dos Beatles saca? Fiquei apaixonado naquele momentos...pensei, esse é o broto da minha vida... Merda...hoje de manhã acordo e encontro um bilhete: Adeus Lucy
þérolå - 11:05 AM
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análise profunda, mas... Menino, Não Entra!
Assim caminha a mudernidade
- Já notou que todos os blogs são iguais? - Um pouco ... - Não, não é pouco, são todos iguais sim. Presta atenção. Todos eles têm a mesma temática: amores mal-resolvidos, avaliações superficiais da cultura e uma pretensa intelectualidade a respeito das coisas. - Nunca percebi ... - Ué, é porque você não os lê. - É que me falta paciência. - Por quê ? - Ah, sei lá, são muito parecidos ... - Ta vendo só !? São todos iguais. Posso até imaginar os óculos de armação grossa dos proprietários, o gosto musical dos artistas, tudo, tudinho... é muito clichê. - Vem cá... você está se descrevendo ? - Eu não. Quer dizer... tô. Quer dizer, eu sou assim ? Veja bem, não deixa de ser... Mas escuta só, é justo por fazer parte do meio que eu sei como é o processo. A receita é mais ou menos assim: - Hum .... - Porra, presta atenção! Tô falando sério. - Fala... - É assim: primeiro você detesta tudo o que é massivo. Aí depois, você lê, ouve e fala sobre coisas que apenas três pessoas, num raio de 1.500 km, vão ter condições de debater com você. Daí você compra umas roupas legais... assim meio folgadas, coloridas, sabe? - Hum ... - Tipo, saiões, sandalinhas ... usa aquele cabelo propositalmente desgrenhado, ou cacheado, fala sobre o filme de Gus Van Sant, ama Amélie Poulain, adora Damien Rice.. E se for um cara, lógico, você é sensível, complicado e perturbado. Em crise existencial perene, eu diria. - Escuta aqui, agora você já ta me agredindo. - Calma, eu só estou enumerando, E-LU-CI-DAN-DO. - Sei ... - Mas é. Presta atenção. É muito fácil ser assim. É só querer. - ... - Desenho? Só se for mangá ou anime. Cinema? Só se for europeu. Não, não, algo de Tarantino ou Kubrick também conta. Filosofia? Musashi é o cara. Talvez Sade ou Maquiavel ... É igual ao outro lado: somos padrões ao avesso. - Padrões ao avesso... gostei dessa... - Sim, somos. Padrões ao avesso, fabricados a cada esquina e conhecidos graças ao maravilhoso mundo dos blogs....
Risos.
- Acho que você tem razão. Escuta... já terminou aquele livro do Asimov que eu te emprestei?
(...)
þérolå - 11:01 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
tempo de sobra para... A F R O D I T E
uma hora a mais
þérolå - 11:31 AM
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impressões de... Um Carioca Perdido em Beirute
Unidos, mas nem tanto!
Enquanto sunnitas, cristaos e druzos comecam a esbocar forca na coalizao de oposicao contra o governo libanes e ocupacao siria, os Xiitas, representacao manoritaria da populacao libanesa, ainda continuam sem tomar uma posicao clara diante dos acontecimentos da ultima semana. Ao mesmo tempo que nao se manifestam a favor do governo, tbm nao se opoem, abrindo a porta para o criticismo e acusacoes internacionais.
 Sheik Hassan Nasrallah falando para a multidao de xiitas no feriado da Achura
Mas o que poucos ficaram sabendo e que aconteceu aqui em Beirute no fim da semana passada, foi o discurso de Hassan Nasrallah, lider do Partido de Deus, o Hezbollah. Contrastando com a larga cobertura da midia arabe, que transmitiu ao vivo por redes de TV e radio o discurso que contou com a presenca de milhares de pessoas, o evento passou em branco na midia internacional. Por que esse interesse todo do mundo arabe e o total desprezo do ocidente? Por que existe esse contraste? Para responder essa pergunta eh necessario tentar compreender um pouco como funciona a politica libanesa e qual o papel do Hezbollah diante da populacao. Desde o ano 2000, quando todas as tropas Israelenses deixaram o Libano pressionados pelo levante xiita no sul liderado pelo Hezbollah, muita coisa mudou nessa que um dia foi milicia mas que hoje tem um papel importantissimo no cenario politico do paihs.
Geralmente politica eh feita numa mescla entre ideologias e interesses, mas aqui no Libano as coisas funcionam um pouco diferente. Aqui as coisas sao guiadas muito mais pelos interesses do que por outra coisa. Um bom exemplo eh o Partido Socialista Progressista, que mesmo respondendo por esse pomposo nome tem em seu lider o filho do ex-lider assassinado, representando muito mais uma religiao (a druza) do que a ideologia. Muitos estudiosos de Oriente Medio analisam a politica libanesa e apontam o Hezbollah como o unico partido de verdade no paihs, por ser o unico com uma ideologia muito bem definida, a religiosa. Mesmo com os EUA tentando fazer de tudo para mostrar o contrario, ha muito tempo o Hezbollah deixou de ser uma milicia ou "organizacao terrorista", como americanos e israelenses gostam de dizer. Varios academicos tbm comparam hoje o Hezbollah aos movimentos comunistas/socialistas do seculo passado que de milicias armadas acabaram se transformando em partidos com forte acao social na comunidade e apoio da populacao local. Em seu discurso, Sheik Nasrallah rechacou qualquer tipo de acusacao ou ligacao entre o Hezbollah e o atentado, relembrando que o movimento tem seu unico e exclusivo dever de proteger o Libano no sul contra os isralenses.
O grande problema e que abre as portas para esse tipo de ataque eh que o Hezbollah tbm nao se opoe ao regime e ocupacao sirias, pq sao eles os seus maiores aliados e financiadores. Atraves da siria vem o apoio para lutar pela sua causa e uma vez enfraquecido o regime xiita sirio, o Hezbollah perde demais a forca na regiao. E a quem interessa isso? Provavelmente aos israelenses, que tiveram suas pretensoes pelas fontes abundandes de agua do vizinho de cima frustradas pela resistencia do Hezbollah. Um enfraquecimento dos governos de Siria e Libano representam uma vizinhanca mais do que amistosa para Israel. Em outras palavras, o assassinato de Hariri cai como uma luva para suas pretensoes.
Ao mesmo tempo, o Aman, o mais influente partido xiita do paihs, tbm continua calado, tendo apenas tomada a iniciativa simbolica de pedir o "cancelamento" da Achura, ritual do martirio celebrado pelos xiitas todos os anos. Mas como cancelar a Achura, mais importante data religiosa dos xiitas, eh como cancelar a pascoa para os catolicos, a Achura aconteceu da mesma forma em Nabatieh, sul do Libano, com presenca enorme da populacao xiita. Populacao esta que estah de luto e que provavelmente eh hj a mais amedrontada com toda a situacao. Uma perda de forcas no governo poderia trazer mais tensao para dentro do Libano, paihs onde quase metade da populacao eh xiita.
 Na cidade de Nabatieh, sul do Libano, fieis xiitas participam do ritual da Achura, que simboliza o martirio na lembranca da morte de Hassan e Houssein
Muito se fala nos dias de hoje, mas pouco se sabe sobre qual serah o rumo que o paihs vai tomar. Mas levando em conta os acontecimento e se olhando um pouco mais a leste, onde se ve a maior embaixada americana do mundo, sendo contruida em Baghdad, preparada para abrigar cerca de 1800 funcionarios e a um custo de US$1.5 bilhoes, muita gente aposta um total controle americano da regiao, transformando o Libano em mais um membro da familia dos paises subservientes a force militar, politica e economica dos EUA. Basta saber se a complicada e agitada mescla etnica, religiosa e cultural do paihs vai estar de acordo ou se isso serah apenas o comeco de novos e delicados conflitos politicos e sociais.
 Achura, em Nabatieh, sul do Libano
þérolå - 11:21 AM
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divagações do... Peregrino Aprendiz
Tudo que queima sangra
Ilustração de Linda Bronson
Na paixão o intelecto não tem vez.
O controle racional fere a carne, e nada soluciona.
Na paixão não há saída possível. O tempo não é remédio.
Então, o que fazer? Resistir aos encontros?
Enquanto pensarmos para ser, não seremos para pensar.
Nadar no fluxo da vida é não ser nada para ser tudo.
A paixão proibida é marco na história. Quando surge, o futuro se torna engano, resistência, atrito e defesa.
Duvido que a paixão possa ser controlada pelas rédeas da razão.
Não há separação entre o corpo que sofre e a razão que o chicoteia.
Não existe paixão que possa ser vetada.
Colorimos o mundo quando o desejamos.
O que o outro deflagra em nós não é algo a ser questionado, e sim vivido.
Desculpe-me o cético, mas não existe força que impeça a paixão.
Conheço os que se debatem contra o fulgor dos sentimentos;
Conheço os que inibem a vida pelo desejo;
Conheço os que se escondem no véu da ilusão para não sofrer.
O padecimento desidrata a esperança, mingua a luz da vida.
Existem muitos modos de infortúnio. Um deles é a censura de si mesmo.
Creio na paixão da mulher branca pelo amante negro; na mulher casada pelo mancebo aprendiz;
no homem virgem pela freira alienada; no chefe machista pelo empregado sedutor; na beata viúva pelo padre da paróquia.
Enfim, são vários modos de se apaixonar.
Paixão pertence ao corpo que vacila, porém sem deixar de ser autêntico.
Nenhum esforço vale a pena contra a paixão; jogar fora os presentes dados em noites de amor, enterrar segredos debaixo da lua cheia, fingir esquecer se atolando no trabalho, castigar o corpo como se pune um jumento.
Permita Clair de Lune soar ao vento.
Sofrer é teimar.
Apaixone-se abrandando a lógica, pois o amor só pertence a quem ama.
Queimar cartas de amor é matar sentimentos.
Tudo que queima sangra.
þérolå - 10:54 AM
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definições do... Querido Leitor,
þérolå - 10:49 AM
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Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
concluindo, porque... Mulé é Bicho Burro Mermo!
Ex bom é ex morto?
Todos concordam que EX e ASSOMBRAÇÃO são a mesma coisa? Um sujeito que está lá trás no passado, morto e (acreditem!) enterrado, de repente aparece, do nada, jurando de pés juntos que o caixão que está atrás dele é só carruagem... E eu aqui, enfartada com o susto, pego a água benta, os dentes de alho, o charuto e pergunto: O QUE vós suncê qué, misinfim????
Essas aparições costumam acontecer em datas festivas (notaram como esse final de ano Lázaros apareceram aos montes?), mas no geral, assombração que é assombração, dessas com carteira assinada e tudo, não costuma seguir o calendário. Então ele pega a agenda, olha nome por nome, e você, super especial, é a grande sorteada. Mas veja pelo lado positivo: com essa sorte toda, se você comprar a rifa de um caixão, minha amiga, vai que é sua... E depois é só correr pro abraço.
A intenção dele não é nem assustar... Muito pelo contrário. Ele chega de mansinho, como quem não quer nada, se dizendo amigo. O seu ex te conhece, sabe das coisas que você gosta e seus pontos fracos. Sabe falar usando sempre as palavras certas e tudo é friamente calculado. Passa a te telefonar sempre, fala que passou todo esse tempo morrendo de saudade, que precisar te ver, nem que seja só como amigos. Nossa primeira reação é estranhar, mas até aceita o convite e não vê problema algum em reencontrar um velho amigo, na verdade. Aloo-oooow? Ele vai chegar cheiroso, usando aquela blusa que você sempre gostou, vai pegar na sua mão, passar a mão no seu cabelo (como quem não quer nada, claro), e até o final da noite ele vai dar um jeito de te chamar daquele apelidinho que só ele te chamava. (argh!) Pronto. Você já está achando tudo lindo e fica se perguntando como ficou tanto tempo longe do infeliz.
Na verdade, acho que esses seres moribundos têm um altar em casa cheio de vuduzinhos, e todos eles com agulhas espetadas na cabeça, coração e também na...na...bom...vocês sabem onde.
Bom, mas não sejamos tão pessimistas. Acredito que há casos e casos, e que, sim, aquele ex que te fez comer o pão que o diabo amassou, também pode voltar a te fazer infinitamente mais feliz. BUT, se você tem a certeza absoluta que é algo que não quer nunca mais para sua vida, então corte o mal pela raiz. Se proteja da melhor forma possível. Compre uma bíblia, reze o Pai Nosso, desligue o celular, chame a polícia, o nine-one-one, um exorcista ou simplesmente feche os olhos. E da próxima vez que enterrar algum defunto, certifique-se que ele está realmente morto, porque às vezes, minha filha, eles fingem.
Ex bom é ex morto, enterrado e exorcisado.
þérolå - 6:13 PM
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sabendo viver e... Viva os 50
Viver e não ter vergonha de ser feliz
Cheguei à conclusão que Deus é meu amigão, um super-amigão. Quando começo a perder o rumo, deixando idiotices me perturbarem, Ele vem e me coloca nas mãos um texto magnífico. Estava eu, ontem, atordoada com alguns acontecimentos eu diria, no mínimo, infelizes quando tive que levar meu roqueiro para o pronto socorro. Febre de quase 40 graus. Hospital lotado. Gente doente para todo lado. E lá no meio dessa loucura toda, vejo uma revista. Ela olha para mim e eu para ela. Alguém a esquecera. E o meu amigão lá de cima me diz: "pega e leia o editorial". Foi o que fiz. Para começar o título da revista era mais do que sugestivo: Vida Simples, e o editorial, assinado por Rodrigo Vergara, mexeu comigo. É esse o texto que reproduzo abaixo, pois quero dividir com todos vocês o que senti ao lê-lo. A foto, para variar, eu achei no Google: é do Andrés Irrazabal, de Madrid. Vamos ao texto!
"Viver cada dia como se fosse o último. Essa expressão me fascina. Sou um cara prudente, todo cheio de ponderações e preocupações, daqueles que, antes de tomar uma decisão, pesa mil prós e contras. Estou sempre contando com o dia de amanhã para fazer o que quero. Acho que, se me avisassem numa manhã que aquelas seriam as últimas 24 horas da minha vida, eu as gastaria analisando o que fazer.
Meu consolo é saber que tem gente que vive intensamente. Eu mesmo conheço várias, que sempre se entregaram às coisas, pegaram a vida com as duas mãos, como uma fruta madura, e a comem com gosto, deixando o suco escorrer pelos braços. Dá gosto de conviver com gente assim. A Marcia Bindo, aqui de Vida Simples, é uma delas. E não digo isso pelas viagens que ela, aos vinte e poucos anos, já fez pelo mundo, pela Índia e sei lá onde mais. Percebe-se seu entusiasmo nas histórias mais banais que ela conta, na disposição com que se mete nas matérias. A Marcia não tem medo de ser feliz. Nem de quebrar a cara.
A boa notícia é que dá para aprender a ser assim. Quem nos conta como são pessoas comuns que viveram uma experiência traumática, viram a morte de perto e foram forçadas a enxergar o valor de poder respirar a cada dia..."
No meio da revista, depois, vêm as histórias dessas pessoas que precisaram quase perder a vida para perceber que estão vivas e que nem sabiam que não estavam vivendo. O triste é que o mundo está lotado de gente assim. Bem... vou enviar um e-mail ao Rodrigo agradecendo o efeito do seu texto em mim. Vou convidá-lo a visitar o Viva e os meus amigos blogueiros. E como hoje é o Dia Internacional do Rock, e como meu filhão Lucas já está melhor, estamos preparando as malas para uma viagem com toda a banda Enema44. Vai ser uma loucura! Quando volto? Não sei. Só sei que vou pegar a minha vida e saboreá-la como uma fruta deliciosa. E se não fizer muito frio não duvidem... ponho os peitos pra fora também (rsrsrsr). Beijos e até a volta!
þérolå - 6:01 PM
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poesia que nos deixa... Viajando nas Palavras
Soneto de Iracema
 Ele veio como onda no mar Percorrendo as curvas, espumantes Lambendo suas costas ao chegar Rolando como o vento dos amantes Voltou à vida dela de repente Intenso, misterioso, surgiu Depois de sete anos, diferente Deixou-se seduzir, e seduziu No verso do poeta florentino Seu desejo de luxúria ardia Por Helena, em louco desatino Acordou Elizabeth que dormia E propagou o seu fogo divino Nos corpos nus até nascer o dia. (São Paulo, 7 de abril de 2000.)
þérolå - 5:53 PM
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revolta do... Peregrino Aprendiz
Papo Sério
Há anos fiscalizo os meios de comunicação a fim de minimizar os preconceitos sobre os idosos.
Mais uma vez tive de me pronunciar acerca de uma propaganda na televisão.
Gostaria que vocês me ajudassem, caso achem relevante, entrar em contato com o CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) para denunciar o preconceito e discriminação aos idosos.
Abaixo transcrevo a carta enviada ao CONAR:
Tenho 37 anos de idade e venho pedir proteção. Não sabia a quem recorrer. Então pensei se o CONAR poderia me ajudar, ou com palavras de esclarecimento ou por meio de ação efetiva. Enfim, preciso de proteção. Em dezembro de 2004, estava em frente à televisão quando me deparei com uma propaganda repugnante e desagradável, o que me deixou perplexo e indignado. Refiro-me ao novo anúncio da Nova Schin, em que dois rapazes estão andando por uma cidade desolada, quando um deles diz: "Tá quente aqui". Nesse momento várias mulheres idosas surgem de todos os lados, indo em direção a eles. Senhoras em cadeiras de rodas, andadores, mancando. Uma das mulheres diz: "VEM GATINHO VEM! VEM PRA MIM!". Os rapazes então começam a correr, fugindo das mulheres, como se foge de uma grande ameaça, até que encontram um freezer da Nova Schin e pulam dentro dele. Vão parar numa praia, cheia de gente bonita e jovem. Lá, encontram com a cantora Ivete Sangalo. Ela está vestida de biquíni, servindo a cerveja, brindando com amigas numa mesa, num clima de alegria e descontração. Os dois rapazes, então, aliviados, ficam sentados em cadeiras de praia, cercado por belas mulheres de biquínis multicoloridos tomando a "cerveja do gozo".
A propaganda termina com Ivete pronunciando o slogan da campanha: "Quanto mais nova, mais gostosa".
A propaganda é de profundo mau gosto, demonstrando o famigerado preconceito etário: o que é velho é ruim e nojento, o que é novo é bom e gostoso. O pior do anúncio é mostrar pessoas idosas, resvalando para discriminação silenciosa, na qual o velho deve ser trocado pelo novo.
Como cidadão, respaldado na Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994, § 3º, na qual determina: "Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso.", venho solicitar ações cabíveis para eliminar esse tipo de propaganda intolerante que afasta cada vez mais a idéia de idosos saudáveis, alegres, livres.
A identidade social do idoso é fundamentada na relação de contrastividade. Por assim dizer, o que é jovem é belo e bom, enquanto o que é velho é ruim e feio.
A fim de extirpar da sociedade esse tipo de discriminação, cada vez mais limitante dos espaços de liberdade às pessoas acima de 60 anos, venho solicitar providências acerca deste anúncio, pois baseado no Estatuto do Idoso - Lei nº 10.741 de 1º de outubro de 2003, Capítulo II Art.10º, na qual determina:
"É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis."
§ 2º. "O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, idéias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais."
§ 3º. "É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a saldo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor."
O anúncio explora o estereótipo de mulheres idosas em busca de sexo com rapazes, gerando sentimento vexatório e imagem constrangedora.
Não podemos aceitar, como bem afirmava Simone De Beauvoir, a "conspiração do silêncio", numa época em que a situação do país não é lisonjeira - para estabelecer um paralelo entre jovens e idosos, num verdadeiro desrespeito - por meio de um pretenso humor, discutível - à dignidade da imagem do idoso.
Todos nós estamos em processo contínuo de envelhecimento. Não podemos deixar a situação ficar pior do que já está. Precisamos de melhores imagens aos idosos. Não podemos esquecer que seremos o sexto país com maior número de pessoas acima de 60 anos.
De acordo com o Estatuto do Idoso, desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar a pessoa idosa, por qualquer motivo, é crime.
Portanto, para me sentir protegido, pois tenho o direito como cidadão, aguardo resposta sincera e digna.
Atenciosamente,
Pedro Paulo Monteiro
Mestre em Gerontologia PUC-SP
Autor dos livros: "Envelhecer: histórias, encontros e transformações" (indicado ao Prêmio Jabuti 2002), e "Quem somos nós? O enigma do corpo";
Professor Titular de Geriatria e Gerontologia da Universidade Fundação Oswaldo Aranha;
þérolå - 5:49 PM
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Domingo, Dezembro 05, 2004
de bola cheia, mas... No Limite da Razão
A melhor cantada que levei foi há uns 2 ou 3 anos atrás. Eu estava no Metrópolis, pra variar, com meu primo Rogério, pra variar.
Pra quem conhece a casa, sabe como lota, o que impossibilita os cachaceiros de plantão chegarem até o bar, quando a banda está tocando. Mas, sempre me dava sede nessa hora; mesmo porque durante o intervalo da banda, era impossível conseguir ser atendida; os barmen (está certo esse plural?) não davam conta.
Bem, a sede apertou, então larguei meu primo se esbaldando de dançar e me aventurei em direção ao bar. Com muito sufoco, consegui pegar meu Baileys (como se isso matasse a sede de alguém) e resolvi dar uma espiada lá em cima, no mezanino. Não achei nada interessante; a única coisa engraçada era observar meu primo pulando que nem um macaco, lá embaixo na pista.
Eu estava encostada na grade e senti que tinha alguém atrás de mim; não encostado, mas beeem perto. Pensei: "Que saco, mais um chato", pois no bar uns dez vieram me torrar a paciência com cantadinhas ridículas. Quando me virei, dei de cara com um sujeito me encarando. Devia ter 1,75 m, mais ou menos, era moreno, estava todo de preto, cabelo comprido amarrado, mais exótico do que bonito, mas tinha um olhar penetrante, muito sensual. Olhei pra ele assustada e falei:
- Não tem outro lugar pra você ficar, não?
- Nenhum lugar é melhor do que esse.
Tentei sair, mas ele me prendeu. Segurou na grade e eu fiquei ali, presa, entre ele e a grade. Eu desesperada, tentando sair, pensando que ele era um louco psicopata que ia me jogar de lá de cima, e ele sereno, olhando dentro dos meus olhos, sem desviar por um momento.
- Me deixa sair daqui!!!
- Você sabe quantas pintinhas tem aqui? - e passou o dedo, bem de leve, nas minhas sardas, um pouco abaixo do pescoço. Eu tava com uma blusa, razoavelmente decotada, mas ele até que foi sutil.
- Claro que não, seu maluco. Me larga! - eu tava muito assustada. E ele parecia não me ouvir. Continuava me encarando.
- Pois eu sei. Você tem 234 pintinhas (não lembro o número, tou chutando). E isso não é nada, eu sei de muito mais coisa...
Resolvi topar a brincadeira.
- Por exemplo?
- Que você beija maravilhosamente bem.
- Ah é? E como você sabe disso?
- Simplesmente sei.
E deu um gole no meu Baileys. E ficou olhando pra minha boca.
- E o que mais você sabe? - disse, desafiadora.
- Sei que você já não está mais assustada, mas que continua achando que sou um psicopata, sei que vem aqui toda sexta-feira, sei que aquele cara que vem com você é seu primo, que sua bebida favorita é o Baileys, que meu signo combina com o seu e que estou louco pra te beijar.
Dessa vez, quem deu um gole na bebida fui eu.
O que quero dizer é que, se ele não tivesse sido tão criativo, tão misterioso, eu certamente teria metido um tapão na fuça dele, quando me prendeu. Por isso é que eu falo que criatividade é tudo. Até mesmo numa cantada.
Agora, é a sua vez de me contar:
Qual foi a melhor cantada que já te deram? E a pior?
þérolå - 11:13 AM
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Quarta-feira, Outubro 06, 2004
aniversário... No Limite da Razão
Aniversariantes do dia
Nome:
Luis Fernando Veríssimo
Nascimento:
26/09/1936
Natural:
Porto Alegre - RS
Mães Judias
Diz que quatro mães judias se encontraram no céu. Como não podia deixar de ser, a conversa toda é sobre os filhos.
- Não posso me queixar - diz a primeira - Meu filho, até hoje, só me deu felicidade. Um santo. E na Terra, por causa dele, todo mundo só fala em caridade, em virtude, em bons sentimentos.
- Seu filho é¿? - pergunta a segunda.
- Jesus Cristo! - diz a primeira. E, inclinando-se para frente, em tom confidencial e com um gesto que indica tudo em volta: - O dono disto aqui.
- Não é do pai dele?
- Bem¿ É da família.
- Agora, alegria, alegria, quem me dá é o meu filho - diz a Segunda mãe - Ach, como eu me orgulho dele. Na Terra, por casa dele, todo mundo só fala em justiça, em mudanças sociais, em solidariedade humana.
- Como é o nome dele?
- Karl. Karl Marx.
- Mmmm - fazem as outras, apertando a boca.
- O Shnuga¿ - suspira a mãe de Marx, lembrando o seu apelido de bebê.
- E o meu filho? - diz a terceira - Um professor. Este sim é para uma mãe se orgulhar. Inteligeeeeeente! Um crânio. Na Terra, por causa dele, todo mundo só fala no Universo, na relatividade, nos buracos negros.
- Quem é ele?
- O Beto.
- Beto?
- Einstein.
- Ah.
Falta falar a quarta mãe e as outras três se viram para ela.
- Eu nem quero falar porque vocês vão ficar com inveja de mim - diz ela.
- Fala.
- Que filho!
- Quem é?
- Um doutor.
- O que foi que ele fez?
- Por causa dele, na Terra, todo mundo só fala na mãe.
E a mãe de Freud fica sorrindo, deixando-se admirar pelas outras três.
Filho era aquele!
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A Mãe do Freud. vol 43 - Porto Alegre: L&PM, 1997. pp 66/67
Inté.
þérolå - 9:04 AM
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tristezas da... Mulher de Elite
Isso é que é Triste !
Domingo de eleição, eu que já gosto de uma farra, aproveito qualquer motivo. Eram 14:00hs.
- Mãe, tô saindo daqui pra te buscar tá? - Bia, você tem compromisso? - O que vc quer, mãe? - Temos que ir na Ilha. - Quem morreu? - Ninguém, vem que no caminho te digo.
E ela foi me dizendo bem devagarzinho que havia acontecido uma tragédia. Que com as chuvas e as condições do terreno, a casa que parte da minha família morava, havia desabado. Mas como assim? E eu que achava que enchente só na baixada, gravidez só em poste... Tô provando que coisa ruim acontece, e não é só no Jornal Nacional não. Todo mundo desabrigado. Cada um na casa de quem pode. Com roupa e documento. Começando do nada. Porque há essa altura o que sobrou, já se foi.
Eu que jurei aproveitar esses momentos de paz até o último segundo. Eu que dizia tanto que existem coisas mais sérias pra se preocupar, taí. Eu mereço, né? Deus é mais...ai !

þérolå - 8:58 AM
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