Copie Et Après - COM FIGURINHAS
Domingo, Outubro 26, 2003
horário de verão no... Pensar Enlouquece. Pense Nisso.
"Matamos o tempo; o tempo nos enterra"
A partir da zero hora deste domingo entrou em vigor o horário de verão. É a 30ª vez em que esse sistema é implantado no Brasil, e a 16ª consecutiva em que sou obrigado a adiantar meu relógio em uma hora. Ok, eu sei que a causa é nobre e visa a economia de energia no país. Se eu morasse no Rio de Janeiro provavelmente estaria mais feliz, pensando na hora a mais que teria para pegar sol em uma praia. Mas, como moro na cinzenta Sampa City, o único pensamento que me vem à cabeça é: "putz, perdi uma hora da minha vida, e justamente do meu final de semana".
Tenho uma relação conflituosa com o tempo, o que talvez justifique minhas horas de insônia. Não consigo digerir bem o fato de que cada minuto que passa é um minuto que se vai para sempre. Sinto que dormir é permitir que momentos preciosos sejam carcomidos de nosso limitado prazo de vida, e que eu poderia estar fazendo coisas bem mais interessantes que roncar e babar no travesseiro enquanto o mundo lá fora gira sem parar. Sim, eu sei que este é um pensamento radical e que dormir é imprescindível para o repouso de meus combalidos neurônios, mas não posso evitar a sensação de desperdício. Em certos momentos, fica retinindo em minha cabeça aquele aforismo de Machado de Assis: "matamos o tempo; o tempo nos enterra".
Enquanto ainda reluto em ir para a cama e dar mais um gostinho de vitória a Morpheus, aproveito para republicar um poema que escrevi sobre o Tempo, esse bicho esquivo. Aos leitores mais antigos deste blog, perdoem-me pelo déjà vu.
þérolå - 12:47 PM
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experimenta!experimenta!experimenta! no... Magnésia Bisurada
Lançando a série Ae Mulhegada (TM língua pgesa da pgopaganda da cerveja)
Ae mulherada ::
Inventei uma nova forma de dieta... Muito mais fácil..
Todos sabem que eh um porre ir pra academia e ficar uma hora correndo naquelas esteiras com um professor todo geração saúde que ostenta um sorriso fake eterno na cara... E que eh uma merda a gente num comer um pudim bao pq lemos do lado da caixa que tem num sei qtas mil calorias...
Tive então uma idéia... nas caixas de produto ao invés de vir escrito qtas calorias tem, deveria vir qtos polichinelos vc tem que fazer pra queimar as calorias...
Ae vc malha na hora... Chupa uma bala e faz dois polichinelos... Come um quindim e faz 10 polichinelos...
HAHAHAHAHA
É a idéia....
þérolå - 12:46 PM
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furo no... Ouvido de Penico
O Metallica não vem mais. Eles eram os caras que fizeram One, Enter Sandman, Unforgiven. Mas faz tempo que viraram apenas os cretinos que desempenharam o papel de artistas indignados para que as gravadoras destruíssem o Napster na justiça. E ainda me fazem esse álbum vagabundo, que só conheço dos clipes (ruins por sinal).
Alegaram cansaço. Li em algum outro lugar da web, mas tive preguiça de conferir, que o último show deles foi em Agosto. Verdade ou não, esse negócio de cansaço que eu saiba não rola se o show é lá fora. Querem saber, o Rio está muito mais bem servido, pois o show dos Los Hermanos no TIM Festival é no mesmíssimo dia do show cancelado. Não troquem uma banda de verdade por um pálido arremedo de celebridades cansadas fingindo que não tocam só pela grana.
E falando no festival, troco o Som em Questão para o Elephant do White Stripes. Gostei mais do que esperava. E vocês?
þérolå - 12:44 PM
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poetisando no... Allons, Enfants!
Me deixei levar. Me deixei levar romântico. Mas sem romantismos. Não te idealizo. Não te visto com véus translúcidos e divinais. Te reconheço a carne e a desejo com todas as feridas. Não te quero numa falsa felicidade. Te quero mulher marcada. Te quero no teu sofrimento. E da dor te quero te ver sorrir e contigo sorrir. Te quero com tua revolta e teus momentos de ira. Te quero serena e sorumbática. Te quero na cólera e na leveza. Me deixei levar e no ponto em que estou não posso mais me permitir voltar. Não tenho o direito de te pedir coisa alguma, contudo te peço que não me afaste. Não me tire o prazer do teu pequeno olhar. Não quero teu silêncio. Quero o nosso. O silêncio de dois corpos que se possam completar. Me deixei levar despropositado. Me deixei corromper por algo inominável. Ou por algo a que não tenho coragem de dar nome. E não denomino porque te quero sem nome. Te quero essência.
þérolå - 12:43 PM
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dúvidas no... Normal Meio Louco
Duvida
Recentemente em uma festa eu conversei muito com uma garota, sobre diversos assuntos, inclusive sobre blogs e eu não lembro se falei sobre o meu blog, porque tinha uísque de graça na festa, e eu fiquei quase igual a professora da novela. Ela era linda e muito simpática e eu não sei o nome dela, é que a conversa foi tão boa que nem lembrei de perguntar isso. Alias, dificilmente pergunto o nome, muito menos a idade. Mulheres não gostam que perguntem a idade, e se elas pedirem para responder é fácil: se tiver cara de 15 diga que tem um pouco mais, cara de 18 diga 18 mesmo, se parecer com 25 diga um pouco menos, e se aparentar 40 diga bem menos. E sempre perguntem o nome, porque assim elas percebem o interesse e podem perguntar "E o seu qual é?" sem demonstrar o mesmo interesse. Mulheres, está certo ou falei muita besteira?
Obs: Ei! Se você é aquela garota que eu não sei o nome, por favor me mande um e-mail.
þérolå - 12:42 PM
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despedida no... Monólogos de uma Louca
Game Over
Já há algum tempo, o que era diversão virou obrigação.
Antes, tudo que eu via, até um chinelo esquecido embaixo do meu prédio, era assunto pra um longo, divertido e interessante post.
Hj em dia, eu fico o maior tempão espremendo meu cérebro pra sair só um textinho muito do sem graça e, normalmente, reclamando de algo.
Nenhum layout mais que eu faço me parece lindo e maravilhoso como no passado.
Não tenho mais tempo pra conectar, já que durante a semana eu quase não conectava mesmo. Sábado eu tenho aula e chego às 6:30 da noite. E vovy vai dormir, invariavelmente, às 9:30, o que me dá 3hs on line, e nós, que estamos sempre on line sabemos que 3 horas na net não dá pra nada, né? Domingo eu conecto 9hs da manhã, pq sou eu que tenho que comprar pão, colocar o café da manhã pra todo mundo e ler o jornal pra mamy (um pequeno mimo pra ela), e meu Lindo chega às 10, o que me dá mais 1h on line. Sem tempo pra conectar, eu não vou ter tempo de visitar todos os amigos bloggueiros e a verdade nua e crua é: se vc não visita, vc não vai ser visitado (com raras excessões) e eu vou acabar voltando ao começo do blog, quando eu realmente fazia um monólogo. E isso não é estimulante, não vale a pena. Só vai servir pra me deprimir.
Sem contar que é impossível (a Mallu sabe) ter mais de 1 bloggeiro por micro. Eu tenho que dividir o micro com a mamy, o que faz com que as poucas horas que eu tenho on line no findi (4hs) ainda tenha que ser repartida. Nesse caso, ela precisa do blog muito mais do que eu, pq é uma terapia pra ela, é aonde ela estravasa e se sente bem. Ela deixa de almoçar pra fazer as visitas e postar (durante a semana) e nunca deixa um comentário nos blogs amigos com menos de 10 linhas. É gratificante pra ela, como pra mim já não é mais. Se eu tiver que sacrificar uma de nós 2, sacrificarei a mim mesma.
Sem contar que esse blog é conhecido pelas pessoas da faculdade, as pessoas do curso, e amigos no geral, pessoas que gerariam bons posts e que não podem gerar pra não acarretar num atrito.
Assim sendo, sem mais delongas, paro por aqui.
Depois de 1 ano e 10 meses bloggando é hora de dizer adeus. Tudo na vida são fases e a minha passou. Agradeço a todas as visitas, os comentários, o carinho, os amigos feitos.
Quem quiser entrar em contato, meu ICQ é: 103783367, meu e-mail é misteriosarj18@yahoo.com.br
Com lágrimas nos olhos me despeço.
Até um dia, se Deus quiser.
þérolå - 12:41 PM
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intimidades terroristas no... Lanterna de Diógenes
EU VI LADEN NO BRASIL
Aparecida, pára ! Eu já falei a verdade. Ele passou apressado, dobrou na rua da paciência, entrou na hospedaria de Manuel, não falou com ninguém. O Osama não é bobo, mulher ! E, devo dizer, quase não reconheci. Afinal, estava com a cara limpinha, nem um único fio restou. De longe, a cara do Caetano Veloso !!!
Esse Bin é malandro... é safado !!! Não dava na pinta. Vestia uma camiseta do timão e carregava um par de chuteira no sovaco. O desgraçado era escarrado e cuspido um brasileiro. Eita camaleão ! Deve ser treinamento de guerrilha.
Na ocasião, deu-me uma coceira nos miolos. Era a consciência chamando atenção: Cara, chame o Bush ! Chame o Bush !...
Aí pensei no Iraque daquela criança sem braços, vislumbrei as caveiras do Vietnã, cheguei a ouvir o barulho do Enola Gay antes do cogumelo atômico de Hiroxima.
- Laden, amanhã bateremos aquela pelada !!!
þérolå - 12:39 PM
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marketing no... Eu Odeio Blogger
PROPAGANDAS
Indesejáveis
Creio que assim como eu, a maioria das pessoas mantém um Blog sem a finalidade de tirar proveito financeiro com isso. De um tempo para cá, após constatar um certo acréscimo no volume de visitas a este blog, reparei que, ao entrar no EU ODEIO BLOG, uma propaganda indesejável é aberta em outra janela. Isso acontece ao entrar a primeira vez não se repetindo nos retornos. Gostaria de manifestar que entrei em contato com o Blogger porque essa propaganda é indesejável e não creio que a administração do Blogger colocaria uma propaganda sem aviso prévio. Não me responsabilizo pelo que pode acontecer àqueles que acionarem essa propaganda e coloco em dúvida a probidade daqueles que tomaram essa atitude. Acredito que é bom ter cuidado com essa janela extra que se abre porque da mesma forma como não fui consultado para que isso pudesse ocorrer desconheço o que dela pode resultar. Acho desanimador criar um blog sem fins lucrativos e alguém se aproveitar disso como se fosse tão dono como eu sem me consultar.
Após manifestar meu desconforto com essa situação agradeço sua compreensão e espero voltar a 'postar' com a mesma inspiração.
Grato.
þérolå - 12:38 PM
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divagações no... Em caso de coma, me coma
Do outro lado
De repente eu me vi ali, deitada naquela cama de hospital, com uma agulha espetada no braço, uma sonda na bexiga e uma enfermeira tirando minha temperatura. Coloquei aquela camisola branca aberta nas costas, deixei que todos me visse com meus óculos de grau e permaneci parada com medo da agulha saltasse da minha veia.
O hospital era quase silencioso, no quarto ao lado, um velhinho que estava se recuperando de uma estada na UTI, brincava com todos, chamava as enfermeiras de ¿minhas colegas¿ e sonhava com um dia arranjar um novo amor, pois segundo ele, a bíblia diz que ¿não faz bem uma mulher ou um homem ficar sozinho¿. Passeei pelos corredores numa cadeira de rodas, com olhares curiosos dos pacientes do ambulatório a me vigiarem, percebi nos olhares das senhoras um ar de ¿tadinha, tão novinha, mas não há de ser nada¿, no olhar das crianças via a vontade de passear na minha cadeira de rodas pelos longos corredores do hospital, daquele tipo de vontade que dá de quebrar a perna só pros amiguinhos assinarem no gesso.
Descobri uma nova legião de anjos na face da terra, que vão ficar ao lado dos padeiros que fazem aquele pão quentinho que derrete a manteiga, essa nova legião usa roupas brancas, os enfermeiros, que nos dá suporte para tudo e estão sempre ali. Tive vontade de agradecer cada minuto da atenção dada a mim, mas não tive oportunidade de falar obrigada pra enfermeira gordinha de bochechas rodas e cabelos encaracolados do período da madrugada, nem pro enfermeiro negro, forte e que teve que me empurrar de cima pra baixo na cadeira de rodas para que eu pudesse fazer todos meus exames, muito menos pra enfermeira, morena de cabelos compridos, com seus vinte e poucos anos.
Saí de lá abraçada ao meu irmão, debaixo de uma garoa fina. Esperando não ter mais que dormir naquela cama que traz um pouco de tristeza ao se deitar e muita alegria ao se levantar.
þérolå - 12:37 PM
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relembranças no... Amarulha com Sucrilhos
Ignore
Não importa o que eu disser quando estiver apaixonada. Paixões me curam das horas de tédio, mas não me libertam dos meus pensamentos sobre a vida e a morte.
Não importa minha emoção ao assistir um pôr-do-sol, o azul marinho do fim da madrugada ou os primeiros passos de uma criança. Não importa. Não me dêem ouvidos quando eu enaltecer detalhes do universo e não acreditem quando eu disser que acredito em felicidade. Nenhum ser humano pode ser feliz ciente do seu destino.
Dane-se o quão grata eu sou por não sentir dor física ou por ter nascido sem poder me queixar de males maiores. De nada adianta ter sorte, saúde e alegrias se elas se escondem diante dos gritos da minha consciência.
Ignorem o que eu disser sobre a fé que eu nunca tive ou sobre a fé que eu tanto desejo ter. Não há mais nada que ela possa fazer por mim.
Não importam meus conceitos maniqueístas, minhas opiniões, minha dedicação ao trabalho ou a minha vagabundagem remunerada - isso tudo é lixo! Invenção das nossas mentes doentias tentando se ocupar para não nos atirar do alto do próximo edifício.
Não há coragem. Nem mesmo naqueles que abreviaram seus dias. Somos covardes escravos da mediocridade do nosso cotidiano. Escravos do tempo que nos resta, das nossas obsessões, dos nossos amores e do nosso sangue.
E não importa o que eu disser quando estiver sóbria, viver não passa de uma tremenda brincadeira de mau gosto.
Ignorem este post. Isto foi escrito há anos. O encontrei por azar. Ele não faz bem à alma.
þérolå - 12:35 PM
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spam no... 100 Sal mas com Algum Tempero
Alguém está enlouquecendo...
Assim, primeiro eu recebo, no meu email do Hotmail, esta mensagem da maravilhosa "Equipe do Hotmail":
"Você percebeu que o seu Hotmail agora recebe menos lixo eletrônico? Graças à nova tecnologia que identifica e bloqueia emails indesejados. Cheque regularmente a pasta de lixo eletônico para ter certeza de que o Hotmail está barrando os emails corretamente."
Ao mesmo tempo, a pasta de lixo eletrônico do próprio está lotada, mais de 80 spams (e, inexplicavelmente, no meio deles está um email da minha sobrinha, que está nos meus contatos, portanto, em lista segura).
Será piada?
Em seguida, recebo esta notícia por newsletter: 40% dos usuários ingleses já agrediram seus PCs.
Ok, então, eu sei exatamente como eles se sentem.
þérolå - 12:34 PM
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Quarta-feira, Outubro 22, 2003
comerciais no... Casos e Acasos Virtuais
Estréia nesta semana nas TVs o filme de lançamento da linha de desodorantes antitranspirantes femininos Rexona Ebony, criada para peles morenas e negras. A peça de 30 segundos, criada pela Lowe, mostra mulheres em situações do dia-a-dia, no escritório, no ônibus, em uma oficina de costura ou pedindo um café. A locução explica que o produto é feito para mulheres "que fazem as coisas com dupla paixão", fazendo alusão à proteção dupla do produto. (Isso quer dizer que só as mulheres de pele morena e negra fazem as coisas
com dupla paixão?)
Olha eu aqui!!!! Mulher de dupla paixão proporciona múltiplos prazeres!!
UIA!!!(entendam como quiserem).
þérolå - 12:25 AM
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tudo anotado no... Caderno Mágico do Denis
Uma pessoa que goste muito de beijar tende a imaginar que todos a sua volta comungam desse mesmo prazer, e que beijos só podem fazer bem, tanto a quem os dá, como a quem os recebe. Por isso, tal pessoa sai alegremente pelo mundo a distribuir beijos e acaba decepcionada ao descobrir que há muita gente que não aprecia esse tipo de demonstração de afeto. Outra pessoa, por sentir imenso prazer nas leituras, vive a presentear com livros, e também se entristece ao constatar que seus presenteados não leram sequer aquela primeira página, onde havia uma dedicatória tão carinhosa. O irônico dessa comédia de erros é que, geralmente, aqueles que ganharam beijos haveriam de ficar bem mais felizes se tivessem recebido um bom livro, e os que receberam livros estariam satisfeitos com dois ou três beijinhos e nada mais.
Não é bem assim?
Lembre-se: quando você mandar uma carta para Roma, não pretenda que ela seja lida em Nova York.
TRATAMENTO DE CHOQUE CASEIRO: olhar durante cinco minutos para uma estampa que reproduza qualquer pintura de Renoir (se possível, ao som de Mozart ou de Brahms). Imediatamente depois, olhar durante 30 segundos (mais pode ser perigoso) para qualquer reprodução de uma pintura de Frida Khalo (se possível, ao som de Zezé de Camargo & Luciano).
Tal tratamento equivale a uma sessão de eletrochoque (ECT - Electro-Convulsive Therapy)
þérolå - 12:24 AM
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sinônima e antônimo no... Elas por Elas
A história (não-real) de Antônimo e Sinônima
1
- Antônimo, meu filho, sobe pra almoçar!!!!
Claro que o nome não era para ser esse. Cartório cheio, o Antônio que vinha do bisavô, do avô e do pai ganhou um maldito M de maldito a atrapalhar a nobre linhagem. O pai tentou fazer alguma coisa, mas, cidade de interior, justiça lenta, acabou desistindo. Antônio Bisneto ficou Antônimo Benevides dos Santos mesmo.
Temperamento expansivo, signo de Gêmeos, o menino, lá pelos 12, 13 anos, mostrava uma personalidade bastante instável. Um dia acordava feliz; noutro, sorumbático. Às vezes dormia demais, noutras sofria de insônia. Havia períodos em que comia demais, outros em que parecia anoréxico. Sua fala era enfestada de paradoxos. Na adolescência, era do contra. Sim, todo adolescente é um rebelde sem causa. Mas Antônimo era mais. Às vezes também era menos. Mas nunca cooptava - mesmo nas coisas mais simples. Se queriam assim, ele preferia assado. A mãe, compreensiva, contornava. O pai, rígido, enfrentava. Não. Quem o enfrentava era Antônimo. Mas para o rapaz não importava ganhar. Discordar, discutir, desafiar - tudo isso não era fim. Era meio. Mais: era prazer.
Aos 20 saiu de casa para não mais voltar. Nos primeiros anos teve mais de vinte empregos. Sempre demitido por justa causa. Não seguia ordens. Promovia greves. Gostava do "não". Gostava do oposto. Queria ser diferente.
2
O pai de Sinônima sofria de gagueira. saiu da maternidade ao meio-dia, duas horas depois do nascimento da filha, com a recomendação da esposa, bebê já sugando o colostro:
- Simone, viu?? O nome dela é Simone. Igual ao da Regina Duarte em Selva de Pedra!!
Ele correu. Cartório cheio. Escrivã novata.
- Qual vai ser o nome?
- Si-si-o-nome é-si-mo-nome é si-nô-ne-ni...
- Sinônima???
O barulho no recinto atrapalhava. Novembro. Nove meses após o carnaval - é quando mais nascem os bebês. Achou que tinha se feito entender.
- Isso!!!!
Saiu satisfeito, certidão na mão.
- Sinônima?????????!!!! - gritou a mulher, na cama do hospital, quase estourando os pontos da cesariana.
Só então perebeu o erro. Voltou ao cartório. Fechado. No dia seguinte, amanheceu na porta. Nada da escrivã.
- Meu senhor, não fazemos essas correções assim, sem mais nem menos, e estamos com muito trabalho. O senhor, por favor, aguarde alguns dias. Os dias se tornaram meses, os meses se tornaram anos. Sinônima cresceu com o apelido Si. Apenas Si. Isso na família. Na escola de freiras era Sinônima mesmo.
Na aula de balé também. Com quatro Simones na classe, passou a não se importar por ter um nome tão diferente. Não se importava de acharem estranho. Na verdade, Sinônima não se importava mesmo era com nada. Nada lhe aborrecia. Nada lhe embrulhava o estômago. Apreciava o sim.
- Si??? - chamava a mãe.
- Sim... - respondia Si(nônima) - quase como um eco.
Um eco era o que ela preferia ser. O que lhe diziam, repetia. O que lhe mandavam, obedecia. Odiava ser notada - para isso era melhor se perder na multidão. Ser igual.
3
Um hoje exatamente igual a ontem e que o amanhã seja assim também. Era o que pensava Sinônima na volta do trabalho - atendente de pedágio de uma estrada sem grande movimento. Seu único emprego desde que saíra da escola.
Sozinha numa cabine, os mesmos "bomdias" e "obrigados" impessoais. Quase como se fora uma máquina.
Estava errada.
Saltou do ônibus devagar, mas foi atropelada.
Atropelada por um homem em disparada. Antônimo corria para pegar o ônibus da frente, que já partia e deveria levá-lo ao terceiro emprego da semana - porteiro de um rendez-vous, o preferido dos políticos locais. Começara a semana como atravessador do mercado de peixe (emprego perdido porque bradava contra a propria função, que acaba encarecendo o preço final) e depois tentara ser entregador de pizzas (demitido por incitar uma greve por melhores motocicletas).
Não podia perder o terceiro por chegar atrasado. Então corria para alcançar o ônibus quando uma mulher saiu do nada e se transformou em obstáculo.
Se olharam.
Antônimo desconcertado e impaciente ao ver seu ônibus partir. Sinônima caída no chão e rubra de vergonha por chamar a atenção de quem passava.
Um ano depois, casados, tiveram o primeiro filho. Antônimo queria que levasse seu nome - pela primeira vez desejou uma coisa igual.
Sinônima discordou: queria que o filho fosse diferente, que se destacasse como ela nunca teve vontade.
Discutiram e então chegaram a um meio termo.
Foi assim que começou a história de Homônimo.
þérolå - 12:22 AM
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movimento estranho no... Blog0News
MEUS VIZINHOS, MEUS TESOUROS
Quando vou ao Rio de Janeiro moro no aprazível Bairro Peixoto. A casa é um apartamento num edifício chamado Demoiselle (!). Este prédio até agora se notabilizara por ter sido a residência do Saddam, um pitbull que estraçalhou até a morte uma criancinha na rua.
Agora voltamos a frequentar os noticiários com o estouro de um aparelho de traficantes no 103. Seriam dos principais fornecedores de drogas para o Vidigal e a Rocinha. Como não tenho carro e não frequento a garagem do meu edifício nunca percebi que ali estavam malocados 230 quilos de maconha!
A repórter da Bandeirantes me perguntou quando saí para comprar pão se eu tinha notado algum movimento estranho no prédio. Cara, nesse prédio, todos os movimentos e as pessoas são estranhos...
þérolå - 12:20 AM
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Terça-feira, Outubro 21, 2003
na cidade dos homens com... Hique na Índia
MORRO DO VIDIGAL II, A MISSAO
Er, mas nao foi bem assim: pra quem esperava da capital do governo tibetano no exilio um autentico enclave, um pedacinho do Tibete perdido no meio da India, Dharamsala eh uma completa decepcao: por aqui hah mais estrangeiros do que tibetanos, e mesmo estes parecem tao ocidentalizados que eh dificil diferencia-los de qualquer japonezinho mais fashion (mochileiros teutobrazucas excluidos, evidentemente). O dono duma bodega, por exemplo, era o Jimi Hendrix em pessoa - se o Jimi tivesse nascido no Tibete, bem-entendido.
Eh um pouco desconfortavel ouvir ingles em todos os sotaques ser falado como lingua franca e ver que tudo o que um ocidental pode querer, de comida a haxixe, passando por sexo e camisinhas, pode ser encontrado sem dificuldade - os artigos todos, literalmente, vem a ti mesmo sem que tu pecas por eles. E eh no minimo esquisito ver essa gente toda com dreadlocks e camisetas "Om" passear de oculos escuros, sorver garrafas de Coca-Cola e colocar maionese em cima do macarrao tibetano.
E, mais uma vez, a sina indiana: uma cidade cheia de turistas que por aqui deixam uma grana violenta todo santo ano, e nem sinal dessa grana toda em termos de qualidade de vida pra populacao. Esgoto a ceu aberto, ruas alagadas, iluminacao publica inexistente, e os casebres nas encostas dos morros. Um favelao chique, isso aqui. E muito do metido a besta.
þérolå - 1:32 AM
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nem acredito... cumequié?
ATENÇÃO!
VOCÊ VAI SENTIR NOJO DA ÁGUA QUE EU BEBO, AGORA!
De vez em quando a água potável aqui em casa acaba. É porra, aquela de beber. Acontece que o abastecimento é feito por um incrível galão de 20 LITROS que meu pai faz questão de comprar todo santo final de semana. Maravilha. Então já que o único residente em horários vespertinos sou eu E levando-se em conta que não possuo dinheiros, lá vou eu ferver a água da torneira pra bebericar.
tá bom, é isso.
þérolå - 1:29 AM
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mentiroso como o... Fósforo Verde
Curtas
- Fui copiar um DVD usando o DVD X Copy Xpress e na primeira tela há uma mensagem de segurança perguntando se o DVD é alugado ou emprestado, se você responder que sim ele fecha e ainda te dá um esporro. Com uma trava dessas a pirataria está perdida, mas eu tive uma idéia genial para burlar o software! Vou mentir! :o)
þérolå - 1:26 AM
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aperte o botão com... 7 Regras Básicas
Botões Vermelhos:
Ok, eu admito. Eu tenho um problema. Quer dizer, um não. Vários... Mas um particularmente importante (pelo menos nessa semana): Eu gosto de apertar botões. Ainda não sei o maldito motivo desta compulsão, talvez seja apenas pelo desejo incontido de ver as coisas funcionando e, afinal de contas, é para colocar as coisas pra funcionar que servem os botões. Então, toda vez que eu me deparo com um maldito botão, um lado irracional do meu minúsculo e imbecil cérebro toma conta de mim e, em milésimos de segundos, meu dedo em riste parte em velocidade ultra-sônica, tal como ferro em imã, em rota de colisão com qualquer botão que encontre pela frente. É desnecessário dizer que isto é o terror dos motoristas de ônibus e dos atendentes de hotel com aquelas maravilhosas campainhas. O pessoal do prédio também não fica feliz quando eu chego, bêbado, as três da manhã. Também é desnecessário dizer que essa compulsão por apertar botões é um dos motivos pelos quais eu nunca vou poder trabalhar numa sala de controle de uma usina nuclear. O outro motivo é que eu não tenho formação acadêmica em Física Nuclear, mas isso, em Angra I, ninguém tem mesmo...
De qualquer forma, o maldito estava lá. Vermelho, imponente, se exibindo como um pavão no cio pra mim. As primeiras 37 vezes que eu passei por lá eu resisti. Focava meu pensamento em qualquer coisa que eu pudesse e que não tivesse a mínima relação com botões vermelhos. Até que ele resolveu apelar. Primeiro atacou a minha masculinidade. Toda vez que eu passava por lá, ele disparava: Tu não é homem de me apertar, sua bichinha. E eu resistia... Depois apelou para a chantagem emocional: Olha como eu sou vermelhinho... Me aperta, só um pouquinho, vai.... E eu resisti. Não por muito tempo. Tive pesadelos horríveis, onde milhares de botões vermelhos, de todas as formas me atacavam. Quando o sonho começou a partir pra conotação sexual associada à forma fálica daquele botão em especial, eu não resisti. Acordei gritando, corpo coberto de suor, pupilas dilatadas e dedo ereto. Meu subconsciente sabia o que tinha que ser feito e fez. Em segundos estava tudo acabado. O maldito botão vermelho tinha sido finalmente apertado. E eu pude dormir em paz.
Dias depois veio a constatação final das conseqüências imediatas que um ato irresponsável deste pode causar. Uma pessoa histérica reclamando que estava tudo molhado no congelador. Que o queijo tinha derretido e grudado no freezer. Que as coisas tinham estragado e que ela tinha que limpar tudo. Ora! Maldição!!! Como eu poderia saber que um maldito botão vermelho com descongelamento rápido escrito em volta ia fazer tudo isso!
þérolå - 1:18 AM
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Quinta-feira, Outubro 16, 2003
greve em... Four Seasons
Hoje é Dia dos Professores.
E merecidamente tenho um dia inteiro de folga. Mereço descanso no meu dia.
Se bem que justamente neste mês meu pagamento está atrasado...
Sem contar que hoje de manhã não consegui nem pegar cheques no banco, porque resolveram entrar em greve. Estão dizendo nos telejornais que o atendimento automático está funcionando 100%. Mas é mentira... pelo menos na minha agência só dá pra fazer saque.
Por ironia do destino, como não recebi, decidi não ir trabalhar amanhã.
Afinal não sou relógio pra trabalhar de graça.
PS: Fui o segundo professor a tomar essa decisão
þérolå - 3:15 AM
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casamento é estar... No Limite da Razão
Parte III - A FESTA
- Vocês não vão jogar arroz na noiva???
Eu e a Van nos olhamos e fizemos que não com a cabeça; tadinha, ela é criança, nem dava pra responder que nós gostaríamos mesmo é de jogar a noiva na lama, pra não dizer outra coisa.
Próxima parada: festa na casa da noiva. E lá fomos nós, as primas desgarradas para o campo inimigo.
Vale salientar que estávamos os quatro, eu, o Vinícius (meu primo), a Van e o Heitor (namorado da Van) varados de fome.
- O bom de casamento de pobre é que tem bastante comida - eu falei
- Vai esperando...
- Ué, Vinícius... por que?
- Adivinha se não vai ter AQUELES salgadinhos...
E mostrou com a mão, o tamanho minúsculo dos "cocretes".
- Vinícius!!!!
- Ué, mas é verdade mesmo.
- É, isso é mesmo. Bom, mas tomara que tenha aquele sanduba de carne maluca, super recheado, que você morde em cima e cai embaixo ou aqueles sanduíches de metro...
Ele balançou a cabeça e me olhou com dó; pelo jeito, o sanduba ia seguir o mesmo padrão do salgadinhos: minúsculo e com o cheiro do recheio.
Tadin... só 14 anos e já traumatizado com as festas da família. Nessas horas é que é bom ser dona do nariz; ninguém te obriga a nada, nem a ir nas confraternizações familiares.
Tava a maior muvuca na rua da noiva: TODOS os convidados do lado de fora da casa, esperando os pombinhos serem filmados, fotografados, paparicados dentro do carro. E nós quatro com fome e nada daquele povo se tocar de entrar e ir se servindo, afinal de contas, só o casal sai na tradicional foto do carro, né?
E lá vem Tatys com o presente, muito bem embalado num papel prateado, com laço azul.
- Toma. Dá pra sua "amiga".
- Ai, dá você.
- Eu já dei.
- Merda, ainda tenho que pagar esse mico.
- Ih, olha só, Cá... tão filmando a gente.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!
E botei o presente na cara. Simplesmente ODEIO essa coisa de filmagem, primeiro porque você sempre parece que está 857363857563734785848 quilos mais gorda, mais branca, com o cabelo esquisito...e segundo porque querendo ou não, sempre acaba-se olhando pra câmera com cara de bicho-do-mato-retardado... enfim, ODEIO isso.
- Manda ele parar, manda ele parar!!!
Imaginem a cena: eu berrando, com o presente na frente da cara, as mocréias tentando tirar o pacote de mim Vanessa e Tatys) e rachando de rir, os convidados olhando a baderna e o fotógrafo berrando pra tirar o presente da frente, porque ia dar reflexo e possivelmente queimaria a foto da noiva.
Aí foi pior: o povo não me deixava tirar o pacote da frente!!!!
- É impressão minha ou vocês tão querendo que queime a foto da fofinha???
- Siiiiiiiiiiiimmmmmmmmm - responderam em coro.
Ah, que família linda que eu tenho; sempre me apoiando... he he he
Esse foi o primeiro fora da noite: a irmã e o irmão da noiva estavam bem atrás de nós!!!! Ninguém sabia onde enfiar a cara e como não poderia deixar de ser, demos mais risada ainda.
Segundo fora da noite:
- Não te falei que os salgadinhos seriam assim?
- Cala a boca, Vinícius, que a irmã da noiva tá atrás de você.
Terceiro fora da noite:
- Cadê o recheio desse sanduíche?????
Só vi a irmã da noiva olhando pra trás, fuzilando o Heitor.
Quarto fora da noite:
- Cadê o sanduíche???? Eu tou com fome, nem jantei só pra comer aqui.
- Faz assim: vai lá na cozinha e fala que sua mina tá grávida de trigêmeos e tá comendo por 4, daí aproveita e traz pra todo mundo.
O Heitor de novo. E eu. Dessa vez, perto do pai da noiva.
Quinto fora da noite:
- Ai, fala sério... eu tenho mesmo que cumprimentar a simpática?
- Fazer o quê, né? Ser prima é padecer no paraíso.
Eu e a Vanessa ao lado da irmã da noiva, de novo. Comecei a ficar com medo de apanhar.
Sexto fora da noite:
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!! Vocês tinham que ver a cara da Camila quando viu a barriga da Van.
Meu primo tava conversando com o meu pai, que estava do nosso lado, nesse exato momento. Tatys me deu um safanão e eu ainda complementei:
- Aiiiiiii, pára de me empurrar... você é demente, é???
Dei de cara com ele, me olhando.
E as mocréias, claro, chorando de rir.
Sétimo e último fora da noite:
- Espiem. - e apontei o casalzinho parado perto do bolo, fazendo pose para a filmadora.
- Será que alguém pode me explicar por quê catanos as pessoas ficam que nem retardadas fazendo pose quando são filmadas????
Estávamos relativamente perto dos pombinhos; eles ouviram. Bom, eu tinha que sair dessa:
- Ai, gente é isso mesmo... imagine só, um casal tão bonito e uma filmagem assim, tão monótona
Enquanto falava, arrumava a gravata do noivo, tirava um arroz (invisível) do cabelo da noiva, arrumava o véu.
- Vocês estão pagando, lembrem-se. Têm que exigir um serviço bem feito... esses caras são folgados. O cara que fique correndo atrás de vocês, para filmá-los agindo naturalmente com os convidados. Quer moleza, senta na gelatina, ué?
Acho que me saí bem; a fofinha até sorriu pra mim e agradeceu por ter tirado o arroz (invisível) do cabelo dela. E seguiram meu conselho, não fizeram mais pose pra filmadora e não pararam um minuto sequer.
Quem não gostou muito foi o cara da filmagem... vez ou outra eu o flagrava olhando pra mim e resmungando.
E caí nas graças da noiva. Bom, de repente ela percebeu que essa implicância que tem com as primas do marido é bobeira pura.
Não sei se foi isso, mas tratei de picar a mula antes de dar outro fora homérico.
Dizem que a a primeira impressão é a que fica... bem, eu espero que nesse caso, fique a última.
þérolå - 2:43 AM
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boca fechada porque... Engolimos a bolinha do Mouse
Em boca calada não entra mosca!!!
Quantas e quantas vezes uma palavra, uma frase dita ao acaso, pode gerar uma confusão dos infernos e abalar
até mesmo uma boa amizade!!!
Adoro brincadeiras, encher o saco dos amigos, falar abobrinhas de vez em sempre, enfim.... jogar conversa fora, sabem como é???
Será que pras pessoas me entenderem eu terei que parar com as brincadeiras que gosto de fazer?... deixar de falar o que penso e ser o que não sou pra agradar os outros?
Será que mal entendidos só acontecem comigo?
þérolå - 2:39 AM
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confissões... À Flor da Pele
O PODER DE SEDUÇÃO DAS PALAVRAS
Texto lúdico confessional
(Tânia Lima)
Têm sim.
As palavras têm um imenso poder de sedução.
Elas vão se entranhando pelos olhos, pelos ouvidos...pelos poros.
Indelevelmente marcadas...
Provocam um encantamento irreprimível.
Artificiosas, elas tendem a nos fazer crer em algo que desejamos...
Assim a minha leitura a respeito dos comentários de alguns amigos blogueiros.
Um elo sedutor que se instala com alguns deles.
Confesso, tenho esse fascínio por alguns dos meus amigos...E isso, sinceramente, independe de qualquer intenção de que algo aconteça realmente....que não o prazer do jogo de seduzimento.
(Confesso também que pode acontecer a intenção com um em particular...mas isso já é outra história, para um outro post..rs)
Independente de interesses pessoais reais (que podem ou não existir)...há uma aura que se instala ...quase palpável...de fascínio, de atração...
þérolå - 2:27 AM
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chefe broxante no... BlogDPI
Cacau e o trabalho
Na boa, não me vejo trabalhando em algo que não goste.
Eu acho que a gente tem que ter tesão pelo que faz.
E, nesse raciocínio, ter um mau-chefe é broxante.
Foi por conta disso que eu pedi demissão do meu primeiro emprego. Isso eu pedi demissão.
E era um cargo público, estabilidade e tal.
Mas o chefe era broxa...um broxa total. Um broxa traiçoeiro, que preferia dar o *c* a valorizar alguém mais capaz que ele.
Aih eu pulei fora...
þérolå - 2:23 AM
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Quarta-feira, Outubro 08, 2003
DNA negativo no... Amadinhos
Transgênico, genérico, falso, copia barata, fica a critério de quem julga. Ontem acabou de se consolidar minhas suspeitas e me aliviar um pouco. Há algum tempo atrás como é sabido para os que costumam visitar meu blog, comentei sobre um suspeito filho que a Ana falava em ser meu, sua família estava muito feliz por isso (não sei se comigo(hehe), também, já que ganhou um neto leva o genro no pacote, não tem como separar isso mesmo!). gosto muito da família. São educados ajustado. Tínhamos nossos contratempos, mas nada que não pudesse ser controlado. O que eu gostava era que a família não se intrometia n em nossa relação, a guria é de parar o comércio.
Já falei sobre ela a uns post atrás, de como nos conhecemos, foi muito divertido, gostava de estar com ela. Vez ou outra a camisinha estourava, quando eu percebia já havia gozado... Numa dessas vezes ela me diz que estava grávida. Legal, maneiro, como não sabia se era meu mesmo (caralho, sempre a mesma ladainha, come depois não assume!) ela jurando de pé junto que sim, deixei as águas rolarem, sua irmã mais nova um dia me contou umas coisas, não deu para terminar e eu também não estava interessado em saber.
Ela me mandou uma foto que depois rolou na net. Se não foi eu, então tinha caroço nesse angu!
Nasce a criança, loirinha dos olhos azuis. Como meus avos todos tinham olhos claros até podia justificar, agora a cor? Minha mãe era branca, meus avós por parte dela também. E até onde minha mãe lembra de sua família não haviam negros. Mas como na lei de Darwin (acho que é assim) eu tinha uma chance sei lá em quantas de nascer um loirinha para purificar a raça hehehe. Fiz os exames de DNA, SIDA e outros mais. Resultado????????????????? PODEM ME DAR OS PARABENS, AINDA NÃO FOI DESSA VEZ QUE O BOM E VELHO LOBO AUMENTOU A MATILHA.
A pergunta que não quer calar! -Ué, se não é seu de quem é? Sei lá! Como ela dizia que só tinha eu na área, deve ser o que eles chamam de gravidez psicológica e o guri é fruto de nossa imaginação fértil. Hehehehehehehehe
A raça num nega!!! Só a do pobre do elefantinho, que num tem nada com as aprontações da mãe!!!!!!
þérolå - 11:18 PM
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Terça-feira, Outubro 07, 2003
brilho de amor dele no... A Bêbada e o Equilibrista
[A menina sem estrela]
Nelson Rogrigues seu filho da puta, me responde logo, até quando vou ficar fumando os seus malditos cigarros?
Assopro forte esse mau cheiro para longe com a força das coisas boas e alegres da vida, pinto-as com cores vivas disfarçando a pobreza que o riso tem. E ingenuamente acabo por acreditar que meu esforço é produtivo.
Mas meus pulmões estão cheios desta fumaça com cores de Frida Kahlo, então, meu sopro é tão ridículo quanto a felicidade.
Me diga de uma vez seu merda, não há como te vencer, não é?
Pode dizer!
Fala logo, caralho!
Você na sua arrogância de senhor das palavras e das putas, das mulheres de malandro, da menina e de tantos homens sem estrela, por que se esconde nessas suas vagabundas e não vem aqui me olhar de frente?
Pois te digo que não há homem que ame uma mulher como eu. E que seja minha vida dedicada a segurar uma lanterna sobre a cabeça dela brilhando como estrela, pois você não vai ganhar de mim.
þérolå - 11:15 PM
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atração fatal no... Eu só quis dizer
Eu atraio sem noção??!
Recebi hoje o e-mail de um desconhecido. E-mail com foto e um texto longo, onde o desconhecido se apresenta e me conta TUDO o que ele gosta de fazer na vida, o que faz, pra onde ele viaja, onde é o sítio dele, pra onde ele vai quando está em férias, o nome das alunas dele, e ainda... Tcham tcham tcham tcham: um quizz onde eu devo responder sobre o que costumo fazer e do que gosto, depois somar pontos e ver se tenho chances ou não com o desconhecido. O cara disse que pegou meu e-mail com um amigo dele, mas quem seria o amigo dele que tem o meu e-mail? Provavelmente esse amigo não existe e esse desconhecido conseguiu meu e-mail no meu blog mesmo.
Então, quero deixar uma coisa BEM clara aqui: eu não estou à procura de nenhum príncipe encantado, ainda mais que manda e-mail com uma merda de joguinho de perguntas e respostas. Se eu quiser participar de quizz, me candidato ao "Fica Comigo" - pelo menos apareço na TV e pago um mico, mas de maneira engraçada. Estar solteira não implica em estar desesperada à procura de alguém.
Era só o que me faltava. Além do "aumente seu pênis", agora vou receber também "oi, estou solteiro, quer sair comigo?".
þérolå - 11:04 PM
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bem X mau no... Sarcasmo S/A
Eu sempre fui contra esmola. Não, não estou falando só dos blogueiros medíocres que pedem links, mas da "esmola" que a gente conhece melhor, aquela onde alguém lhe pede dinheiro na rua. Sempre tive trezentos argumentos engatilhados na ponta da minha língua de víbora contra essa prática. Costumava dizer, em se tratando dos adultos, que essa então "pseudo-caridade" só fazia a pessoa se afundar mais ainda, já que ela não receberia nenhum "estímulo" para sair das ruas (como se alguém fosse pra debaixo da ponte por livre, expontânea e consciente vontade). E no caso das crianças, que de moedinha em moedinha, a gente estaria tirando a responsabilidade de seus pais, vez que se ninguém desse nada, eles não estariam vendendo seu orgulho e sua auto-estima a um preço tão baixo.
Isso era o que eu dizia.
Na época em que eu pensava assim, eu vivia em um estilo de vida bem diferente do de hoje. Sabem como é, papai cheio da grana, papai banca, papai paga, papai compra tudo pra sua filha querida - e única. Eu já fui daquelas de entrar em loja, escolher qualquer coisa que quisesse e nem perguntar preço, dá pra acreditar? Eu tinha - tenho - medo de dirigir, então pra me "estimular" o papi me dava um carro novo por ano, zerinho zerinho. Que ficava na garagem, porque eu preferia - prefiro - andar de ônibus a pegar em um volante.
Depois que, ainda no tempo de solteira, aconteceram muitas coisas que mudaram completamente essa situação e principalmente depois do meu casamento, passei a ter outro estilo de vida e a compreender a diferença que cinquenta reais pode fazer dentro de um orçamento apertado. Quê cinquenta o que, DEZ reais fazem diferença. Passei a dar valor à ajuda, à solidariedade e acabei me tornando uma pessoa mais... "humana", no sentido de respeitar a dor e os problemas alheios.
(Subir na vida é fácil. Despencar lá de cima são outros quinhentos...)
De vez em quando eu tenho umas recaídas - né, Tiago? - mas um dia eu alcanço à Iluminação.
Antigamente eu via cachorrinho abandonado na rua e chorava feito uma condenada. Hoje eu ainda choro. Mas minhas lágrimas derramam também quando vejo pessoas abandonadas, coisa que não acontecia.
Dias atrás eu fui cedinho à padaria comprar o café-da-manhã e eu vi uma velhinha que não parecia nem ser gente. Suja, escondida sob uma superposição de roupas, quase um mancebo ambulante. No tempo entre eu sair do meu prédio e atravessar a rua, vi que ela estava pedindo esmola para os transeuntes. Eu não tive a menor dúvida: abri a carteira e saquei uma nota de cinco reais e assim que a senhora se aproximou de mim, entreguei a ela a nota. A velhinha não acreditava no que estava vendo, ela me olhou de um jeito que eu nunca vou esquecer.
Nisso estavam passando dois rapazes que acompanharam a cena, e assim que passaram por nós, um deles falou ao outro: "Você viu, cara? Cinco reais!!!!".
No final do dia, esse dinheiro até acabou fazendo falta. Mas seriam cinco reais destinados a comprar coca-cola e Marlboro (3 + 2= 5) e eu posso passar um dia sem isso. Aliás, eu deveria passar a minha VIDA sem isso. Então foi um dinheiro muito bem empregado, já que eu pelo menos não estava me envenenando.
Mas é claro que o meu lado mau tinha de dar as caras....
Sarcástica Má: - Você é uma otáááááááária!!!!!
Sarcástica Boa: - Por que?
Sarcástica Má: - Cinco reais? Isso lá é esmola que se dê? Você sabe no que a velha vai gastar esse dinheiro?
Sarcástica Boa: - Não, eu não sei. Espero que seja com comida. Dá pra almoçar e jantar dois belos PFs aqui no Centro.
Sarcástica Má: - Comida nada! Ela vai torrar tudo nessas máquinas caça-níqueis, se é que já não torrou.
Sarcástica Boa: - Se ela torrar, é problema dela.
Sarcástica Má: - Não é não! É SEU problema. Você ajudou a manter o vício de alguém!
Sarcástica Boa: - E daí? Aquele dinheiro seria para alimentar o MEU vício.
Sarcástica Má: - Tá vendo? Você está trocando um mal pelo outro, pior que isso, transferindo!
Sarcástica Boa: - Ela é velha, ela é pobre, está frio, eram seis da manhã e ninguém se humilha sem uma boa razão.
Sarcástica Má: - Se você quisesse ajudar mesmo, você comprava um monte de comida e dava pra ela! Mas não! Deu dinheiro! Que fácil, heim!
Sarcástica Boa: - O que é que você queria? Que eu a pegasse pela mão, trazesse pra dentro de casa, lhe oferecesse o chuveiro e toalhas limpas, talvez umas roupas que eu não estivesse usando mais e que depois eu procurasse algum serviço de assistência social?
Não, eu não ia fazer isso. Mas pelo menos eu dei uma OPORTUNIDADE, coisa que nem eu tenho tido ultimamente...
Sarcástica Má: - Isso não justifica.
Sarcástica Boa: - A mulher não é cachorro que a gente dá um pouco de qualquer coisa e fecha a porta na cara. Ela é gente, porra! GENTE! Eram seis da manhã! Tava FRIO! Eu tava com FOME! Ela também devia estar, eu senti o seu hálito! A decisão do que fazer com o dinheiro cabe a ela, e a ela somente! Eu dei o dinheiro, e quer saber de uma? EU ADOREI FAZER ISSO!
Sarcástica Má: - Tá amolecendo, heim filha?
Sarcástica Boa: - Não me provoca.
Não quero chegar no fim da vida e ter de sair na rua pedindo nada pra ninguém. E eu tenho um carinho natural muito grande pelos idosos, adoro gente vivida, cheia de histórias. Sou daquelas que vai à casa dos outros e fica conversando com qualquer avó que esteja dando sopa por ali, sabe?
Fiquei imaginando se quando ela era criança, poderia esperar isso como recompensa do tempo decorrido.
E eu sei como é duro ter um sonho, uma expectativa de si mesmo para o futuro e quando esse futuro chega, você se dá conta que não é nem a sombra daquilo que imaginava que seria. O que me mantém mais ou menos "equilibrada" é o meu felicíssimo casamento e meu marido maravilhoso, porque no restante, acho minha vida desprezível.
Naquele dia, naquela manhã, eu fui boa de todo o meu coração. E isso me fez um bem danado.
Mas, sim, eu espero que ela tenha gasto o dinheiro com comida.
þérolå - 10:53 PM
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nova série no... Seu Madruga é Rei
# Da série ¿Objetos inúteis do meu dia-a-dia cotidiano II:¿
Ela de novo. Caixa eletrônica do Banco do Brasil, no local onde trabalho. Como se não bastassem as mensagens de ¿impressora com problemas¿ e ¿saque não disponível¿ (ou ambas juntas), agora o zero não funciona. O ZERO NÃO FUNCIONA!!! E não saem notas de 1 e 5, só de 10 e 50. Ou seja, INÚTIL!!!
þérolå - 10:49 PM
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descontrole, mas... ¿Quem se importa ?
Já que eu tô sem assunto, vou falar sobre um negócio que eu tava lendo no UOL Música agora de manhã.
Era sobre o CD da Preta Gil e as fotos nua que ela fez pro encarte.Eu queria saber o porquê de tanta polêmica. Com a quantidade de mulheres mostrando a bunda e os peitos diariamente na televisão, qual o problema da menina sair pelada no CD dela? Quem não quiser ver, não compra o CD. Fim do problema.
Aí o UOL resolveu deixar bem claro que ela mede 1,60 e tem 75 quilos. Ou seja, a coisa toda é porque a menina está "fora dos padrões de beleza", seja lá o que isso significa, e na verdade é isso que está gerando comentários a respeito do encarte. Comentários que eu já ouvi de alguns amigos, aliás.
Cara, E DAÍ que a mina tem 75 quilos? E daí se ela é gorda ou magra? Quem paga as contas dela? Quem tem que ficar feliz por ela é ela mesma, e FODA-SE. Se ela está se sentindo bem assim, PROBLEMA DELA. Que merda! Já falei: não quer ver, não compra a porra do CD. Mas não vem julgar se a menina tá certa ou errada em posar nua, isso não é problema meu, nem seu, nem de ninguém. Ainda mais do jeito que as coisas estão, é gente pelada em tudo quanto é lugar, no jornal, na TV, nas revistas, então querem pegar a menina pra Cristo só porque ACHAM que ela está acima do peso e blablabla.
Eu tô bege com isso, que coisa mais ridícula.
E padrão de beleza de cu é rola. Cada um tem o direito de ser aquilo que é sem ter que provar nada pra ninguém, porque a beleza tá na diferença, e não em ser um monte de ossos ambulante só porque o mundo acha isso legal.
Deus deu 24 horas pra cada um cuidar da sua própria vida, e tem babaca que ainda faz hora extra na dos outros. Tenho uma vontade incrível de mandar essas pessoas tomarem no meio do cu.
Desculpem, me exaltei =P
þérolå - 10:45 PM
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o caso é que ... Tem, mas acabou
[A oitava praga]
O Egito bíblico teria se rendido em massa, diante desta que faz todas as outras sete pragas parecerem fichinha: a adiposidade abdominal. Sim, uma hérnia de disco (que me obriga a colocar micro e teclado em cima de caixas de som para poder escrever em pé) é sem dúvida o método de emagrecimento mais eficiente ¿ e ao mesmo tempo o que provoca mais revolta. Cheguei à conclusão de que barriga, na verdade, é maldição ou karma. Uma maldição metabólica.
- Segunda-feira eu começo.
A frase acima, já dita por todos aqueles que marcaram ¿ e adiaram ¿ um começo de dieta, não pode ser pronunciada por quem tem barriga e hérnia de disco.
- Começa agora ¿ diz qualquer médico de botequim. Opa, botequim? É lugar proibido, até porque quem tem hérnia não pode sentar. Ah, mas dá para beber em pé, no Bracarense, detonar aquelas empadinhas, o bolinho de bacalhau...ei, nada disso, não dá para beber senão corta o efeito do anti-inflamatório e do corticóide. E nem pensar em frituras ou empadinhas. É preciso emagrecer.
Aos poucos, vou conseguindo, mas sob o preço de um sofrimento pavoroso. Já me sinto como um dissidente quando converso com os velhos amigos, companheiros de mesas regadas a chopes, pizzas e picanhas fatiadas. E imagino-os conversando entre eles, falando de mim.
- Tu falou com o cara? ¿ diz amigo número 1
- Falei, o cara mudou mesmo. Perdemos o homem ¿ diz amigo número 2.
- Mas porquê? Ele emagreceu mesmo? ¿ pergunta amigo número 1.
- Mais do que a gente imagina, menos do que ele precisa. Mas o cara tá almoçando sopa, imagine só. E diz que há um mês e meio não come uma pizza.
- Ah, mas temos esperanças. Vai que ele detona um pãozinho com a sopa....
- Não. Torradinhas Bauducco. Eu vi.
- Sem açúcar?
- Sem açúcar.
- É caso perdido.
Conversando outro dia com um desses amigos, que inclusive está tentando fazer dieta também, falamos sobre a sensação que é permanecer absolutamente faminto as 24 horas do dia. No meu caso, faminto, deitado o tempo inteiro em um quarto, como em uma cadeia. Tá certo, cadeia de bicheiro (tem som, TV, DVD, vídeo, livros), é verdade, mas é cadeia.
- Sabe o que é? ¿ eu disse ¿ Todos nós sabemos que nenhum alimento existente pode trazer a satisfação absoluta ao paladar e ao organismo a não ser massas e picanhas ¿ ¿filosofei¿, agoniado, com um ex-dono de birosca.
- É uma maldição, né, cara? Por que essa merda toda não vai para o pé em vez de ir para a cintura? ¿ disse ao grande André Machado, primo do ex-birosqueiro.
Cheguei ao ponto de ler trechos de um livro da Sônia Hirsch (¿Manual do Herói¿, presente de um tio médico, preocupado com o meu destino abdominal), para ajudar no auto-convencimento. Já faço planos (novas ordens médicas) de fazer a tal natação ou mesmo outro exercício e de manter uma regularidade alimentar de modo a não criar barriga novamente (evitando assim que a hérnia
dê as caras de novo). Já planejo como vou me sentar agora para escrever (a principal causa da hérnia). Enfim, todo um novo modo de vida. Que obviamente me deixará com muitas saudades das picanhas e das pizzas (impossível ficar o tempo todo sem elas, vou logo avisando). Mas acho que serei tratado mesmo como dissidente na hora em que parar de tomar os remédios, der a primeira saída noturna e pedir uma Coca Light. Já imagino o diálogo dos dois amigos sobre o amigo perdido (no caso, eu).
- Tá de sacanagem? Light? Não foi pelo menos a comum, com sorvete de chocolate, como vaca preta?
- Não, foi Light mesmo. E não bebeu nem um chope.
- Não acredito. E tinha uísque.
- Tinha. De graça.
- E ele não bebeu?
- Nada.
- Perdemos o cara.
- Perdemos o cara.
þérolå - 9:14 PM
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